terça-feira, 10 de julho de 2007

A ciência secreta

" Oh! Não deixeis apagar a Chama!
Mantida de século em século, nesta
escura caverna, neste Templo Sagrado!
Sustentada por puros ministros do amor!
Não deixeis apagar esta Divina Chama! "
(O CAIBALION)

Foi aqui que tudo começou. Herdeiros por sucessão de uma outra civilização muito mais antiga e evoluída, os antigos egípcios eram realmente detentores das chaves de todos os mistérios universais. As antigas Escolas Inciáticas que oficiavam nos corredores subterrâneos da Esfinge e nas câmaras secretas da Grande Pirâmide, transmitiam a uns poucos eleitos e aos merecedores todo um imenso conhecimento, velado por um bem elaborado simbolismo, de modo a ser perpetuado fora do alcance dos profanos e somente compreeensível pelos verdadeiros iniciados. Através dos tempos, a Ciência Secreta, que luta pela liberdade moral e espiritual da humanidade, sempre perseguida pelas trevas da ignorância, teve igualmente que velar por intermédio dos símbolos a sua doutrina e os seus sagrados conhecimentos.

Uma imagem vale certamente mais do que mil palavras.
Os símbolos falam apenas para aqueles que têm o necessário entendimento!
Os deuses egípcios representavam, esotericamente, certas forças universais, constantemente em ação e movimento. A imagem dos animais eram apenas o aspecto exotérico, ou exterior, dessa bem elaborada simbologia.

Os próprios hieróglifos tinham um TRIPLO sentido: o esotérico, o exotérico e o último deles velado, cuja interpretação se perdeu no tempo com a partida do último dos iniciados !

Mas o simbolismo perpetuou-se através das eras, mediante as Lâminas Herméticas do Tarot Egípcio. Nelas, os antigos mestres velaram através dos símbolos um conhecimento universal inestimável, destinado à busca esotérica, ou interior, por parte dos iniciados.
Diz a Tradição que, percebendo a decadência moral e espiritual em certa época da sua civilização, os grandes instrutores deliberaram deixar para a posteridade uma síntese do seu grande conhecimento. Um deles sugeriu que fosse transmitido somente aos homens de virtude, mas como a virtude é por vezes algo passageiro, optaram por cifrar em 78 lâminas de ouro essa
grande sabedoria, somente apta a ser interpretada e desenvolvida e por aqueles realmente merecedores.
Os símbolos, portanto, tornaram-se a partir daí a linguagem dos iniciados.....

O Baphomet dos Templários. Mágica e panteística figura do absoluto. A cabeça do bode, reunindo atributos de outros animais, simboliza a expiação dos pecados corporais.
O facho colocado entre os chifres traduz a inteligência, o intelecto que deve sobrepujar o animal. As mãos, humanas, simbolizam a santidade do trabalho do Iniciado. Em cima e em baixo, ambas fazem o sinal do Esoterismo, lembrando o antigo Axioma: O que está em cima é igual ao que está embaixo!
O caduceu, no ventre, simboliza os mistérios da geração e, muito embora masculina, a figura tem seios femininos lembrando a maternidade e o trabalho.
Na sua fronte, o Pentagrama, simboliza o Microcosmo, a luz da inteligência do homem como criatura divina.

O Grande Símbolo de Salomão, no qual o ancião e seu reflexo formam os triângulos entrelaçados, ou a estrela de seis pontas, simbolizando o macrocosmo e o Microcosmo; o Deus de Luz e o deus dos reflexos; o bem e o mal; a misericórdia e a vingança. Enfim a dualidade das coisas. Um alerta para o Iniciado e também, esotericamente, a magia presente nos espelhos.

O Pentagrama, na Cabala o símbolo do Microcosmo.
Para os ocultistas o mais poderoso de todos os símbolos!
Também conhecido como Tetragramaton, é largamente utilizado nas operações de magia. Exprime a dominação dos Espíritos sobre os elementos, daí a sua utilização em invocações mágicas. Utilizado de forma invertida, isto é, com a ponta para baixo, pode ser extremamente perigoso, já que se torna congenial e sintonizado com forças elementais maléficas.

A Sagrada Rosa Cruz Hermética.
Um primor de simbolismo esotérico, ela nos mostra duas cruzes.
A menor, no centro, representa o homem, ou o Microcosmo, sendo o ponto central de uma Rosa ainda maior no coração da principal, que por sua vez simboliza o Macrocosmo. Símbolos alquímicos representando o mercúrio, o enxofre e o sal, se alternam nas suas pontas, segundo a Tradição Esotérica. Os Pentagramas simbolizam a vitória da quintessência sobre os elementos. Os Triângulos traduzem os elementos alquímicos: ar, água, terra e fogo. O Hexagrama, ou estrela de seis pontas, colocado ao centro, também é um símbolo do Macrocosmo, estando inscritos nas suas pontas os seis planetas da Tradição Astrológica. As pétalas da Rosa maior são 22, representando as letras do alfabeto cabalístico hebraico. E as outras pétalas, internas, representam por sua vez os doze signos do zodíaco; os sete planetas astrológicos, e as letras-mãe de três elementos: ar, fogo e água.
Enfim, dentre outros tantos simbolismos herméticos nela contidos, lembra ao homem que Deus, O Altíssimo, colocou no coração de cada criatura humana a semente de uma Rosa Espiritual que, à semelhança da flor que se nutre com os raios vivificantes do sol, também deverá ser nutrida pela Divina Luz e pelo solo abençoado do verdadeiro conhecimento para, enfim, plenamente desabrochar.


Diagrama de um Templo Iniciático autêntico.
Possui o simbolismo dos quatro pontos cardeais e dos quatro esteios do céu; a Terra e o Espaço. Representa igualmente o Microcosmo e o Macrocosmo, o menor e o Maior. Também traduz a a cruz do corpo com o coração da alma, a Rosa Mística, simbolizada em um altar, postado ao centro. É um lugar sagrado, de trabalho e adoração, onde, de fato, fluem e circulam energias altamente poderosas!

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